MECANISMOS DE RESPOSTA IMUNE A INFECÇÕES
O ser humano pode servir de moradia para diversos agentes estranhos, podendo apresentar relações benéficas ou parasitismo. Essas espécies procuram por nutrientes, abrigo, causar doenças, etc., não raro causando algum incômodo ao homem. Assim, o organismo precisa de uma imunidade eficiente aos diferentes antígenos, sendo algumas particularidades exemplificadas a seguir:
BACTÉRIAS
BACTÉRIAS
- Intracelulares:
as bactérias penetram no macrófago, o MHC dos leucócitos estimula ação de
linfócitos TCD4 (helper) e linfócitos TCD8 (citotóxico). Uma vez ativado o
helper, inicia-se a secreção de interferon (IFN) extremamente importante para a
ação antimicrobiana, enquanto a citotoxidade do TCD4 destrói as células
infectadas.
- Extracelulares:
infecção mais comum, possui, resumidamente, pontos importantes:
1 – barreiras naturais do indivíduo: produção de muco, febre,
eritema, entre outros;
2 – ação de fagócitos: como essas bactérias são adaptadas ao meio
extracelular, tendem a destruição quando são fagocitadas, uma vez que não possuem
atividade intracelular;
3 – quimiotaxia: atrair células de defesa para o local da
infecção;
4 – anticorpos: fazem opsonização, isto é, se ligam ao
antígeno para facilitar sua identificação e fagocitose, além de estarem relacionados aoo sistema complemento.
VÍRUS
A particularidade da ação antiviral se dá nos mecanismos de
citotoxidade e a imprescíndivel presença de IFN, os quais os vírus são muito sensíveis.
INF-1: produzidos por células infectadas, serve como “aviso” para proteger as células saudáveis;
INF-1: produzidos por células infectadas, serve como “aviso” para proteger as células saudáveis;
IFN-g: ativa fagócitos e células natural
killer (NK);
IL-12: a interleucina é produzida por
células apresentadoras de antígenos para estimular a citotoxidade da célula NK e
a produção de mais IFN-g.
Além disso, o MHC classe I age induzindo ação dos linfócitos
TCD8, de atividade citotóxica, enquanto o MHC classe II age ativando os
linfócitos TCD4, importantes para o comando da resposta imune e estímulo dos
linfócitos B, que produzirão os anticorpos, proteínas que, além das funções já
citadas, irão agir contra o vírion (forma extracelular do vírus).
FUNGOS
Associados a infecções oportunistas, não é tão comum
causarem enfermidades no ser humano. Podem entrar no organismo quando há inalação de esporos, causando problemas respiratórios ou permanecerem na pele, como as famosas dermatites. Porém, uma vez causando doença grave, geralmente
apresenta-se em indivíduos imunocomprometidos. No mecanismo imune não há
atividade citotóxica pois é uma infecção extracelular onde os fagócitos são os protagonistas
da ação, de modo semelhante ao combate a bactérias extracelulares.
PROTOZOÁRIOS
Costumam escapar da resposta imune por camuflagem, tendem a
permanecer disfarçados e não causar danos sérios ao seu hospedeiro, pois não é
interessante para ele sua morte. A eficiência da resposta imune depende muito do
estágio do ciclo biológico em que esses parasitas se encontram.
HELMINTOS
Os helmintos, assim como todo parasita, costumam se “esconder”
dos leucócitos para que não ocorra um agravo muito sério ao seu hospedeiro,
pois o indivíduo precisa continuar vivo para nutri-lo e protegê-lo. Porém,
quando a resposta imune se inicia, os eosinófilos são células muito presentes
no combate contra os vermes e possuem ação citotóxica dependente de anticorpo.
Além disso, os mastócitos secretam mediadores infamatórios para aumentar a
produção de muco.
ARTRÓPODES
A imunidade adquirida a artrópodes afeta principalmente o estágio larval, enquanto os basófilos e eosinófilos da imunidade inata são eficientes contra o repasto sanguíneo, que é o ato hematófago do inseto. Entretanto, muitas vezes o agente causador da doença não é o artrópode, sendo este apenas um vetor para vírus e bactérias que estão em sua saliva. Quando a pessoa é picada ou mordida pelo inseto, a saliva entra em contato com a pele e as feridas são uma porta de entrada para infecções sistêmicas.
A imunidade adquirida a artrópodes afeta principalmente o estágio larval, enquanto os basófilos e eosinófilos da imunidade inata são eficientes contra o repasto sanguíneo, que é o ato hematófago do inseto. Entretanto, muitas vezes o agente causador da doença não é o artrópode, sendo este apenas um vetor para vírus e bactérias que estão em sua saliva. Quando a pessoa é picada ou mordida pelo inseto, a saliva entra em contato com a pele e as feridas são uma porta de entrada para infecções sistêmicas.
REFERÊNCIA
MACHADO, Paulo R. L. et al. Mecanismos de resposta imune às
infecções. An. Bras. Dermatol. Rio de Janeiro, v. 79, n.
6, p. 647-662, Dec. 2004. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962004000600002&lng=en&nrm=iso>.
Acesso em 12 Jun 2020. https://doi.org/10.1590/S0365-05962004000600002.
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