Metabólitos do ácido araquidônico e suas funções fisiológicas na inflamação
O ácido araquidônico é
um ácido graxo
poliinsaturado que possui 20 carbonos, sendo então um eicosatetraenoico,
contendo dupla ligação nas posições 5, 8, 11 e 14.
É
derivado do ácido linoleico, que é um ácido graxo essencial, ou
seja, nosso organismo não consegue sintetizar, portando deve ser adquirido por
meio da dieta. Assim, o fígado pode fazer a conversão em ácido araquidônico e
transportar via lipoproteína para várias células do organismo. Nessa etapa
passa a fazer parte dos fosfolipídios de membranas e, junto das proteínas,
formam a estrutura das membranas plasmáticas de todas as células de nosso corpo.
A
partir do ácido araquidônico são gerados metabólitos em duas vias: a via da
ciclooxigenase, onde são sintetizadas prostaglandinas, tromboxanos e
prostaciclinas, e a via da lipoxigenase, onde são formados leucotrienos e
lipoxinas. De forma geral, esses metabólitos são extremamente importantes para
diversas funções fisiológicas, a citar homeostasia, coagulação, quimiotaxia,
vasoconstrição, controle do fluxo sanguíneo e do mecanismo da febre e dor,
entre outros. Em outras palavras, são os metabólitos do ácido araquidônico os
responsáveis por grande parte da reação inflamatória do organismo.
Prostaglandinas - atuam na reação inflamatória do tecido lesado, a citar modulação da dor, febre, secreções, produção de muco, etc, com síntese e presença regulada conforme a atividade: COX1 (homeostase) e COX2 (inflamação).
Tromboxanos - relacionados com as plaquetas, estimulam a coagulação ao causar vasoconstrição e agregação plaquetária.
Prostaciclinas - antagonistas do tromboxano com a finalidade de equilibrar a reação, causando vasodilatação e inibição da agregação plaquetária.
Leucotrienos - são mediadores químicos dos leucócitos, provocam vasoconstrição da musculatura lisa.
Lipoxinas - regulam a atividade de leucotrienos e citocinas, inibem a quimiotaxia, visando a conclusão da inflamação.
Referências:
GOLAN,
David E. Princípios de Farmacologia - A Base Fisiopatológica da Farmacologia,
3ª edição. Grupo GEN, 2014.
WHALEN, Karen; FINKEL, Richard; PANAVEIL Thomas A. Farmacologia
Ilustrada, 6ª edição. Porto Alegre, Artmed, 2016.
Comentários
Postar um comentário